Livecommerce é a aposta para vendas online em 2021

Livecommerce é a aposta para vendas online em 2021

29 de Dezembro de 2020

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Com o avanço da pandemia do coronavírus e o isolamento social, começamos a adotar novas formas de fazer compras. De acordo com uma pesquisa online do Google com 700 empreendedores brasileiros no mês de maio, 42% dos respondentes afirmaram ter sofrido um grau severo de impacto com a pandemia, com queda de faturamento de, no mínimo, 50%.

Com o comércio fechado, grandes nomes do varejo viram nas transmissões ao vivo a possibilidade de manter as vendas, com o chamado livecommerce. O modelo é consolidado na China e tendência do varejo no mundo todo, é uma estratégia de divulgação online que une o streaming e o e-commerce.

Pesquisa do Google realizada com mil consumidores online, entre 5 e 7 de junho, mostra que o brasileiro está aberto a um comércio digital mais interativo. No total, 20% dos entrevistados disseram já ter usado algum mecanismo de venda online interativa, enquanto outros 26% afirmaram que conhecem o formato, mas nunca usaram, e 27% atestaram não conhecer o livecommerce, mas que há interesse em experimentar esse tipo de interação.

O livecommerce é o formato de venda que junta transmissão em vídeo ao vivo com o e-commerce e social commerce, dentro de um mesmo ambiente interativo. O livecommerce começou em meados de 2015 na China, já está consolidado e deve crescer ainda mais com a pandemia.

Ano passado, quase 10% do e-commerce aconteceram via livecommerce no país. Ainda não há números, mas a previsão é de que o percentual dobre neste ano. Se o livecommerce chinês fosse um país, teria cinco vezes o volume do e-commerce brasileiro em 2019.

Para In Hsieh, executivo e cofundador da Chinnovation e Marco Polo, ainda não praticamos o livecommerce em sua totalidade no Brasil, mas há potencial de crescimento no formato por aqui. “No Brasil, não temos social commerce, que permite a interação das pessoas entre si e com as empresas. Ainda estamos na fase intermediária no Brasil, mas as coisas estão mudando”, disse o executivo.

Grandes varejistas já fazem o livecommerce, mas a modalidade ainda não é realizada de forma completa porque não temos social commerce. Ela permite a interação das pessoas entre si e com as empresas, e isso aumenta o engajamento e as transações.

 

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Fonte: E-commerce Brasil

Escrito por: WD House