Venda por lives: Modalidade vira tendência no país e deve liderar comércio no Natal

Venda por lives: Modalidade vira tendência no país e deve liderar comércio no Natal

06 de Novembro de 2020

Tempo de leitura: 3min 

O comércio eletrônico brasileiro vem avançando cada vez mais. A live é um desses avanços, que tomou o lugar das reuniões presenciais das empresas durante a pandemia do novo coronavírus. Muitos chamam de “live commerce“, alguns de “live shopping“, outros de “shopstreaming“.

O objetivo das lives é um só: aproveitar transmissões em vídeo de artistas, influenciadores e formadores de opinião em geral para comercializar os produtos apresentados.

Segundo a consultoria iResearch, em 2020, o mercado de live commerce deve sair da faixa dos 60 bilhões de dólares alcançados no último ano e movimentar cerca de 170 bilhões de dólares.

Já no Brasil, o app de entregas Rappi iniciou, começou a investir no modelo, o que tende a impulsionar a adoção da nova tecnologia por diversos varejistas. Datas importantes para o comércio varejista nacional, como a Black Friday e o Natal, que já seriam diferentes este ano por conta da pandemia, agora podem ter um caráter ainda mais inédito.

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A Rappi foi quem iniciou nesta nessa nova jornada foi por meio de uma transmissão realizada em parceria pelo e-commerce de carnes especiais Debetti com a marca de cerveja artesanal Colorado. Na ocasião, um chef preparou receitas de hambúrgueres que harmonizam com a bebida. Em meio à transmissão, os produtos citados eram vendidos pela metade do preço de catálogo.

A ideia é que o espectador possa adquirir os ingredientes durante uma live gastronômica e recebê-los em questão de minutos para que acompanhem o passo a passo, literalmente, com a “mão na massa”. “Estamos implementando uma proposta inovadora, que é ter, de fato, o live shopping no Brasil, da mesma forma como acontece hoje na China”, diz Julia Canalini, head de entretenimento da Rappi.

Depois foi a vez da Polishop modernizar a plataforma com uma live para a comercialização de esteiras. A proposta é ter transmissões diárias num futuro próximo, mas, por ora, as videoconferências servem como uma “feira de testes”. Nesse modelo de negócio, a agilidade para a entrega é determinante e a empresa pretende usar suas lojas para fazer com que os produtos cheguem ao consumidor em um curto espaço de tempo.

Algumas varejistas foram os pioneiros para a implementação de live commerce no país. Em junho, a B2W, dona dos site virtual da Lojas Americanas e do Submarino, lançou o Americanas Ao Vivo, inspirado no que a plataforma de e-commerce chinesa Alibaba faz há alguns anos.

O QUE É E COMO FUNCIONA O WD SHOP ?

 

Fonte: Veja

Escrito por: Nicolas Castro / WD House